AMI entrevista a T.O. Ligia Carvalho

Balanços, bolas, tapetes e brinquedos coloridos. Este ambiente que mais parece um playground é um consultório de Terapia Ocupacional ambientado e equipado especialmente para desenvolver pacientes com alguma disfunção mental e/ou motora como o autismo, síndrome de down, através da técnica da Integração Sensorial.

A Integração Sensorial surgiu na década de 70, mas ainda é pouco conhecida no Brasil. A terapia é baseada na teoria do desenvolvimento que trabalha com sete sentidos do nosso corpo. Os já conhecidos tátil, auditivo, oral, olfativo e visual, além dos sentidos vestibular e proprioceoptivo, responsáveis reações ao movimento e equilíbrio e interpretação da posição do corpo, peso, pressão, alongamento, movimentos e alterações na posição, respectivamente.

Em Natal, este trabalho é realizado há cinco anos pela terapeuta ocupacional Magnólia Ansaldi na NIS-Núcleo de Integração Sensorial, que coordenou o curso de integração sensorial nos distúrbios da aprendizagem e neurológicos da infância para 26 profissionais da área da saúde durante os dias 05 a 09 de setembro em Natal. “É a terceira vez que trago este curso para Natal. A ideia é que outros profissionais da saúde possam identificar precocemente algum distúrbio na criança especial, facilitando o trabalho da terapia e antecipando a evolução da criança”, explica Magnólia, que hoje desenvolve o trabalho de Integração Sensorial na Ami Personali.

O curso foi ministrado por Ligia Carvalho, terapeuta ocupacional que desenvolve a técnica da Integração Sensorial há 30 anos no Brasil. Ligia é a única profissional brasileira com a certificação internacional da terapia, autorizada pela University South of California. A terapeuta viaja pelo Brasil difundindo a técnica para os demais profissionais, mas diz que não deixa de clinicar. “Não quero me afastar do consultório, por que é naquele ambiente que vemos a evolução da nossa terapia. Por isso me divido entre as viagens, cursos e clínica”, explica.

Ligia Carvalho alerta as mães sobre a importância de procurar profissionais qualificados. “A Integração Sensorial é vista de forma muito superficial na graduação. É necessário que estes profissionais se reciclem constantemente e fiquem a par das novidades que surgem na nossa área. Precisamos de mais terapeutas como a Magnólia Ansaldi, que está sempre se capacitando e aplicando as novas técnicas aos seus pacientes”, recomenda Ligia.