HPV atinge 50% da população mundial

Tipicamente feminina, doença começa a ampliar seus números entre o público masculino

Quando pensamos nas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST´s), a primeira que nos vêm à cabeça é a AIDS. Contudo, algumas outras acabam passando despercebidas, como é o caso do HPV (Vírus Papiloma Humano) que, segundo dados do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia das... Doenças do Papilomavirus Humano (INCT-HPV), é a doença sexualmente transmissível mais comum no mundo e as estimativas são de 50% da população sexualmente ativa tenha sido infectada pelo vírus. As mulheres são as maiores vítimas e muitas não sabem que a prevenção é a melhor forma de evitar o contágio por meio do contato sexual.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o HPV é responsável por 99% dos casos de câncer do colo do útero que é a segunda maior causa de morte por câncer em mulheres no mundo. Medidas indispensáveis para prevenir a contaminação pelo HPV são evitar ter vários parceiros e usar camisinha. Mas, para os especialistas, de longe a arma mais eficiente contra o HPV são as revolucionárias vacinas contra o vírus, que ainda não estão disponíveis na rede pública de saúdo do País, sendo aplicadas apenas em clínicas particulares, como é o caso da Ami Personali.
Duas vacinas estão disponíveis no Brasil, ambas eficazes e bem toleradas.

As vacinas contra HPV são preventivas e não curativas, isto é, não são capazes de alterar o desenvolvimento de infecção já presente mais sim oferecer proteção contra os vírus HPV 16 e 18 ( no caso da vacina bivalente) e HPV 6,11,16 e 18 (no caso da vacina tetravalente). Para a médica Sonia Mesquita, o exame Papanicolau é o primeiro passo para diagnosticar e iniciar o tratamento, caso a paciente esteja infectada. Aquelas que possuem uma vida sexual ativa devem submeter-se ao exame uma vez por ano, para garantir o diagnóstico precoce.

A especialista comenta que grande parte dos casos de infecção por HPV não causa sintomas. Entretanto, nos casos persistentes, pode levar ao desenvolvimento de lesões que antecedem o câncer do colo do útero. Outro fator preocupante é que o número de homens diagnosticados com a doença vem crescendo nos últimos anos. Para eles, o método que constata a presença do HPV é a peniscopia. Porém, a especialista afirma que não existem muitos laboratórios que realizem esse tipo de exame, tornando difícil a identificação do problema. A eficácia da vacina contra HPV foi comprovada em homens para prevenção de condilomatose genital (verrugas) e neoplasia peniana.

Teoricamente, se os homens forem vacinados contra HPV, as mulheres estariam protegidas através de imunidade indireta, pois o vírus é sexualmente transmissível. A Dra. Sonia Mesquita
orologi replica alerta que os jovens figuram dentre os maiores infectados, pelo fato de iniciarem a vida sexual cada ano mais cedo e não se preocuparem em se proteger de doenças. “O risco é maior entre os mais novos porque, além de não utilizarem preservativos, a troca de parceiros aumenta em 15% a chance de contágio”, ressalta.