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O pai quer participar...

Antes, a maioria dos pais ficavam distante dos filhos: a tarefa de cuidar e de educar as crianças era, quase sempre, das mães. Depois dessa fase, os homens deram um passo: passaram a “ajudar” as mulheres na tarefa com as crianças. Levantavam de madrugada, davam banho, mamadeira etc. E, assim, se aproximaram um pouco mais dos filhos e, pelo jeito, gostaram. Decidiram participar de verdade. E por puro gosto.


 Hoje, muitos pais curtem os filhos. Além de compartilhar com a mulher os cuidados necessários com os bebês e crianças, eles estão bem mais perto dos filho. Eles brincam, querem o filho no colo, acompanham cada passo dado pelas crianças, vibram com as conquistas que eles têm. Os pais assumiram, de fato, a paternidade.  Mas para os homens chegarem nesse ponto, eles precisam vencer muitos obstáculos.


 O primeiro deles é a gravidez. Sim, mães, vocês já imaginaram como o pai do bebê que está para nascer se sente ao ver, de fora, a relação da mulher com o filho dentro dela? Vamos convir: não é fácil viver excluído assim por nove longos meses! Depois do nascimento e por mais outros tantos meses, é a mãe e o bebê, a mãe e o bebê.... mais exclusão para o pai.


 Se a mulher não ajudar, o homem corre o risco de ficar assim por muito mais tempo. Às vezes por acomodação, às vezes dificuldade de superar a situação difícil e, às vezes, até pela atuação da mulher mesmo. Que é difícil a gente ter de compartilhar o filho logo após que ele nasce, isso é. Até podemos dizer que toda ajuda é bem-vinda, que todo o trabalho é pesado para a mulher etc. Mas, no fundo, no fundo, sempre achamos que nós é que sabemos o jeito certo de fazer, não é mesmo?


 Mas o homem tem o jeito próprio dele que, aliás, ajuda muito a criança desde o nascimento a perceber e reconhecer a diferença e aprender a conviver com estilos diversos de amar, de cuidar e de ser. Quando um casal se forma, as duas pessoas aprendem a viver como casal. Quando um filho nasce, a mulher aprende a conviver com um filho que depende totalmente dela. O próximo passo é aprender a conviver em família, a ser mulher e mãe, a ser pai.


 O resultado é muito gratificante.

 

Por Rosely Saião