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Comida: Soluções que preservam o tempo da mamãe

Para as mamães que não tem como cozinhar todos os dias, uma boa saída continua sendo o congelamento dos alimentos. Confiram as dicas abaixo. Valem para os alimentos dos bebês e ex-bebês de todas idades.
 
1. A comida quando congelada perde nutrientes?
 
Quase todos os processos de preparação de alimentos reduzem a quantidade em nutrientes dos alimentos. Processos que expõem os alimentos ao calor alto, luz ou oxigênio criam a maior perda em nutrientes. Já congelar alimentos pode ser uma maneira eficiente para conservar o valor nutricional, textura e sabor de muitos alimentos, mesmo porque não utiliza nem conservantes, nem corantes, nem qualquer aditivo químico. Muitas das vitaminas e minerais se mantêm muito bem em alimentos congelados.
 
2. Comida congelada é tão saudável como comida fresca?
 
Algumas vezes até mais do que a comida fresca armazenada no refrigerador por dias. Legumes e hortaliças congeladas conservam todo o frescor e valor nutricional se congeladas pós - colheita. Até mesmo alguns fitonutrientes encontrados em certos alimentos se mantém muito bem. Porém manter a cadeia do frio a -18 graus C é importante no processo e na manutenção das características originais do alimento.
 
3. O congelamento muda o sabor dos alimentos?
 
O congelamento de alimentos não exerce nenhum efeito no sabor ou textura da maioria das carnes, possui efeito mínimo nas hortaliças, mas com frequência modifica as frutas, que ficam murchas. Alguns temperos como sal e algumas ervas tem o sabor acentuado quando congeladas.
 
4. Qual a validade dos alimentos no freezer?
 
O tempo de duração no freezer depende muito da estabilidade da temperatura. Um freezer total conserva os alimentos por mais tempo que um freezer de refrigerador duplex. Confira abaixo do texto a tabela de tempo de armazenagem.
 
5. Como descobrir que uma comida congelada estragou no freezer?
 
Basta descongelar (com todos os cuidados) e verificar. Se o alimento apresentar alguma qualidade sensorial modificada - cor, aroma, aparência, textura, sabor - é melhor descartar e na dúvida não consumir.
 
6. Por que congelar a comidinha do bebê?
 
Existem 3 motivos para preparar a comida do bebê em casa: 1. Você sabe o que foi colocado lá dentro. 2. Pode-se ajustar a textura às preferências da criança. 3. Pode-se moldar os gostos da criança, ajudando-a a aprender qual o sabor de um alimentos feito em casa.
Também há a chance de preparar o suficiente para várias refeições ao mesmo tempo e ir descongelando os potinhos aos poucos, variando o sabor a cada vez. As possibilidades de preparo são infinitas:
papinhas, sopinhas, purês de legumes ou de frutas, sucos, etc.
 
7.  Existem diferentes métodos ou técnicas de congelamento?
 
Sim, existem diferentes técnicas para diferentes tipos de alimentos - crus ou cozidos - e com uma metodologia específica para cada um deles:
carnes em geral, hortaliças, frutas, massas, etc. E até mesmo quanto ao tipo de congelamento: profissional, doméstico, semi-doméstico, etc.
 
8. Alimentos feitos com ingredientes frescos são mais indicados para congelar?
 
Logicamente. Mas o grande lance é que se pode aproveitar a safra dos alimentos quando estão no seu auge de frescor e sabor, a um preço muito mais conveniente. Porém não vale a pena comprar uma baciada de tomate batido, murcho, só porque o preço está tentador.
 
9. Alguma dica importante para as mamães que congelam alimentos dos bebês?
 
Não deixem o alimento descongelar em temperatura ambiente. Na pressa, os melhores métodos são: descongelar no microondas ou mergulhando o potinho selado em água em temperatura ambiente. Nunca deixe as sobras de uma refeição para outra, pois a colher levada à boca da criança e depois mergulhada no potinho vai propiciar a proliferação acentuada de microrganismos, separe a porção a ser servida e, se o bebe solicitar mais, vá aquecendo aos poucos. Cuidado ao lavar os potes para reutilizá-los. Se houver resíduos, o novo lote pode ficar comprometido.
 
10. Qual a desvantagem em congelar alimentos?
 
A desvantagem é a necessidade de conhecer técnicas apropriadas para a manutenção da qualidade nutricional e sensorial, assim como perder algum tempo na cozinha preparando os alimentos. Mas de resto, só existem vantagens.
 
 
 
TEMPO DE ARMAZENAGEM
 
LATICÍNIOS E OVOS
 
Leite homogeneizado na embalagem original - 3 meses Leite fresco - 6 meses Manteiga e margarina - 6 meses Manteiga com tempero - 1 mês Creme de leite - 3 meses Sorvetes - 3 meses Queijos - 6 meses Ovos - 8 a 12 meses
 
MASSAS
 
Pão francês - 4 meses
Pão em Fatias (americano, preto, centeio) - 6 meses Pão feito com leite, trutas, etc. - 3 meses Bolos (sem manteiga) 6 meses Bolos (com manteiga) 10 meses Massas em geral 6 meses
 
CARNES
 
Sem gordura (vaca) - 9 a 12 meses
Com gordura (vaca) - 3 meses
Moída - 4 a 6 meses
Carneiro e cabrito - 6 a 8 meses
Carne comprada congelada - 2 meses
Miúdos - 2 meses
 
AVES
 
Frango - 12 meses
Galinha - 3 meses
Peru, ganso, pato - 6 meses
Aves comercializadas 3 meses
Miúdos 2 meses
 
PEIXES, CRUTÁCEOS E MOLUSCOS
 
Peixes magros (tru ta, pescada, bacalhau, linguado, etc.) - 6 a 8 meses Peixes gordos (atum, sardinha, pintado, tainha, etc.) - 3 a 4 meses Peixe comercial - 1 mês
 
PRATOS PRONTOS
 
Com molhos 3 meses
Arroz ou macarrão cozidos 3 meses
Sopas e ensopados 2 meses